Quarta-feira, Outubro 14, 2009
 
"A flor nos fornece suave perfume, porém esconde alguns espinhos."

Vi isso numa petição inicial (peça jurídica).

Primeira vez que vejo um advogado (ou estagiário) se utilizar desse meio contra seus anseios amorosos, haha.


Segunda-feira, Outubro 12, 2009
 
Esses dias sonhei que ia comprar umas muambas e comprava um revólver de brinquedo.

Ontem sonhei que via uma foto antiga que nunca tinha visto. Era na casa de Ziza, e pelo meu visual (aparecia sentado à mesa, no canto da foto), era 1991 ou 1992.

Lembro que perguntei à pessoa que me mostrava a foto, que não lembro quem era, e ela dizia que era 1995.

De repente, eu conseguia me teletransportar para a foto e voltava a viver aquele momento da cena (que só existiu no meu sonho mesmo). Eu voltava como sou hoje e falava comigo mesmo, só que com a minha versão mirim da foto. Nossa conversa era:

Eu: - Ei, sabe quem sou eu?

Eu mirim: - Não, quem?

Eu: - Sou você muito tempo depois, no futuro.

Minha versão mirim ficou com cara incrédula e eu perguntei:

Eu: - Não quer saber do que vai acontecer contigo no futuro não? A gente é a mesma pessoa, eu sei de tudo que vai acontecer até você chegar ao que sou hoje.

Prontamente, minha versão mirim se levantou e ficou comparando as nossas alturas.

Como nem tudo no sonho condizia com a realidade, minha versão mirim era quase da mesma altura que sou hoje. Mas na realidade eu só dei uma esticada aos 15, alguns anos depois da minha versão mirim.

De toda forma, minha versão mirim ficava toda assustada e voltei à realidade, saindo da foto. Ao olhar pra foto de novo, estática como antes, a pessoa que me mostrava ela (que não lembro quem era) me disse que minha versão mirim iria sofrer muito com aquela cena, e alteraria o futuro dela, como um trauma mesmo.

Então a saída foi: decidimos que aquela cena não existiria mais.

A foto auto-explodiu e a pessoa disse:

- Pronto. Agora essa cena foi apagada da história. Ela não existiu e nem ficará na sua memória nem da de ninguém que estava nela.

Vai interpretar essa doidice. Mas meus sonhos são assim mesmo. Sei que os sonhos se dividiram em: início de violência (arma de brinquedo) e a consumação dela (auto-explosão da foto, apagando a história).

* * * * *

E semana passada fui a Natal-RN e enquanto esperava sentado olhei pro lado e uma advogada estava lendo um livro: Kama Sutra.


Sexta-feira, Abril 03, 2009
 
"... andara discreto no imitar ao castor, que, em se vendo acossado dos caçadores, corta com os dentes aquilo que o instinto natural lhe diz ser a causa de o perseguirem."

Dom Quixote


Quinta-feira, Março 26, 2009
 
"Quem é você?
Que se esconde, atrás de um nome qualquer,
Não aparece pra mim,
Estende a mão,
Trazendo a chuva,
Tocando o som do trovão,
será que vamos saber?"

("Música Inédita" - Cidadão Quem)


Sábado, Março 07, 2009
 
A gente perde a pose...

* Quando procuramos uma música pra eleger "aquela que nos faz lembrar alguém".

* Quando alguém fala ou demonstra algo que nos agrada e deixa aquela pulga atrás da nossa orelha.

* Quando a gente fica pensando no que a outra pessoa pode estar fazendo naquele momento.

* Quando pensamos em que tipo de influências os amigos de alguém podem ter nelas.

* Quando mudamos os nossos planos pra tentar nos encontrar com quem queremos.

* Quando tentamos emitir algum sinal, seja ele de fumaça, pensamento ou plantando notícias.

* Quando decidimos ficar calados pra não falar algo comprometedor ("o silêncio não comete crime").

* Quando pensamos temos receio de soltar aquela indireta com medo de botar tudo a perder.

* Quando imaginamos se ao encostar a cabeça no travesseiro alguém lembrou de você e sorriu.

* Quando quem não devia percebe...

... que perdemos a pose.


Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009
 
"Novos horizontes... se não for isso o que será?"

O ciclo vai se fechando de forma positiva. Sempre acreditei nisso!


Quinta-feira, Janeiro 22, 2009
 
Em momentos assim, com muita coisa na cabeça pra resolver só os Ramones pra me salvarem.

Já recorro a isso há uns BONS anos.


Quinta-feira, Janeiro 15, 2009
 
"- Ha! - disse, rindo descaradamente. - O escalpo da egoísta!

Então, pegando as malas, seguiu num passo apressado pela rua enluarada."

("Bernice Corta o Cabelo" - Francis Scott Fitzgerald)
___________

"Além disso, sempre ouvi dizer que uma garota pode se divertir mais com um homem com quem sabe que jamais poderá se casar."

("O Diamante do Tamanho do Ritz" - Francis Scott Fitzgerald)


Quinta-feira, Dezembro 18, 2008
 
A cada dia gosto mais dessa banda!



"Girassóis"

Nunca olhei pros lados
Pra não perder a direção
Nem senti meus passos
Na marcha cega
Encontro uma razão
Talvez perca o emprego
Talvez a sua resposta seja não
Quero dar um jeito
De conseguir pagar a prestação
De passear na grama do parcão
De respirar deitar ao sol que brilha

Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto se vai
Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto...

Nunca olhei pros lados
Pra não perder a direção
Nem senti meus passos
Na marcha cega
Encontro uma razão
Talvez perca o emprego
Talvez a sua resposta seja não
Quero dar um jeito
De conseguir pagar a prestação
De passear na grama do parcão
De respirar deitar ao sol que brilha

Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto se vai


Domingo, Dezembro 07, 2008
 
Educação x Adequação

Uma virtude que eu vejo nas pessoas e procuro seguir é a adequação a qualquer tipo de grupo. Conversas diferentes, gostos diferentes, tribos diferentes. Vai do seu lado "camaleão" saber se adequar. Obviamente se deve respeitar todos e não tentar impor sua vontade acima das demais nessas horas em que você não está no seu ringue. Chegar com jeito, falar com as pessoas e puxar conversa não mata ninguém. Mesmo que eu esteja entre pessoas que curtam pagodão, só pra citar um estilo que não me agrada, tem que saber ouvir e dizer "ah, que legal", mesmo que você não tenha a menor vontade de ir a um pagode. Isso o faz mais versátil, seu grupo de amizade cresce bastante.

Na época do colégio eu era obrigado a ir pra essas festas que eu detestava, mas era a única opção. Ou ia, mesmo de má vontade, ou passaria a adolescência trancado em casa. Comprar CDs era difícil, e ir pra shows de rock não era tão fácil pra alguém tão novo. Por isso valorizo tanto meus CDs dessa época. Muitos foram comprados com dinheiros economizados de lanches do colégio.

Hoje em dia eu não tenho tanta raiva dessas coisas, até cogito ir, se tiver uma galera legal. Isso porque hoje em dia eu não sou mais obrigado a ir pra lugares que não gosto, com pessoas que não gosto, e com som de péssimo gosto. Até mesmo porque com a facilidade do mp3, basta eu ir pra casa que ouço o que quiser.

Tratar bem os idosos e deficientes também é uma nobre atitude.

Mas e se a recíproca não é verdadeira?

E quando alguém não te respeita ao ponto de tratá-lo do mesmo jeito?

E quem se aproveita da "terceira idade" pra EXIGIR ser tratado como rei ou rainha? São pessoas fisicamente mais frágeis, mas seres humanos iguais aos outros. Não merecem regalias extraordinárias, não. Eu já perdi minha paciência com certas pessoas. Talvez pareça agressivo, sem compaixão, mas não é a verdade. Quando faz uma vez, tudo bem. A partir da segunda, eu não trato mais do mesmo jeito. Pessoas amarguradas não merecem meu carinho só por serem assim.

Se ficar quieto, somente não responder à altura a sua puxação de conversa, tudo bem. Cada um tem seu jeito. Mas a partir do momento em que você dá um "bom dia" no elevador e a pessoa não responde, a coisa extrapolou os limites.

Educação tem nome e todo mundo gosta.

Saber se adequar às pessoas também é uma atitude louvável.


Sexta-feira, Dezembro 05, 2008
 
Novas aquisições literárias adquiridas na viagem:

Scott F. Fitzgerald - O Diamante do Tamanho do Ritz e Outros Contos



Moacyr Scliar - Mês de Cães Danados



Domingo, Outubro 26, 2008
 
Humilde com os elogios e arrogante com as críticas.


Segunda-feira, Outubro 20, 2008
 
O clássico entre Sport x Náutico ontem me lembrou um momento da infância.

Acho que o ano foi 1993. Local: Ilha do Retiro, nossa casa.

Estava eu lá embaixo do prédio onde morava com um amigo, o gaiato Eduardo. Passa meu pai, dizendo que ia pro jogo do Sport, e me chamou pra ir. Perguntei se podia levar meu amigo e ele disse que sim. Enquanto meu pai ia em casa, fomos na casa de Eduardo pedir aos pais dele pra deixarem ele ir, o que fizeram sem muita preocupação.

Lá no estádio, Eduardo e eu meio desanimados, nem prestávamos atenção ao jogo. Então resolvemos puxar um grito na torcida.

Ele prontamente começou: "O Sport toma cerveja, o Náutico toma pitu. O Sport toma no copo e o Náutico toma no c..."

Um velho do lado começou a cantar junto e de repente conseguimos puxar algumas pessoas pra acompanhar. Não foi aquela torcida toda, mas pelo menos uma parte do setor de arquibancada entrou na nossa onda :)


Sábado, Outubro 11, 2008
 


"Tententender" (Gessinger/Leindecker)

se eu disser que vi rastejar
a sombra do avião
feito cobra no chão
tent'entender minha alegria:
a sombra mostrou o que a luz escondia

se eu quiser ser mais direto
vou me perder
melhor deixar quieto
tent’entender tent’enxergar
o meu olhar pela janela do avião

?que amor era esse que não saiu do chão?
não saiu do lugar só fez rastejar o coração

se eu disser
que tive na mão a bola do jogo
não acredite
tent’entender minha ironia
se eu disser que já sabia

o jogo acabou de repente
o céu desabou sobre a gente
tent'entender : quero abrigo
e não consigo ser mais direto

?que amor era esse que não saiu do chão?
não saiu do lugar só fez rastejar o coração


Segunda-feira, Setembro 08, 2008
 
Ontem fui ao show da banda alemã Scorpions. Muito bom mesmo!

Eu fui sozinho e fiquei de encontrar minha amiga Gisa lá, o que ficou impraticável. Mas também não queria condicioná-la ao meu horário, então achei melhor que cada um fosse por conta própria e se encontrasse lá. Normalmente dá pra fazer isso, mas eu não esperava que desse TANTA gente como ontem.

Cheguei no estacionamento, e quando vi a fila... kilométrica! Nada comparável a nenhum Abril Pro Rock, por exemplo - só pra citar um grande festival de música da cidade.

Ao falar com Gisa, ela disse pra eu ir pra frente que dava pra entrar. Cheguei lá e deduzi que esse "dá pra entrar" se traduzia em "fura a fila que dá!". Não tive dúvidas e tentei furar a fila. Como nunca faço isso, fiquei todo sem jeito, e minha cara denuncia logo. Esperei um pessoal mais velho passar pra entrar no meio, achando que fariam pouco caso. Ledo engano. Quando entrei, a coroa lá dizendo: "você não tava na fila não, viu?", aí o marido dela: "tava sim, ele tava". Dei um tapinha nas costas dele, sorrindo, e agradeci. Mas aí sua cunhada, ou sogra, ou algo do tipo me cutucou e começou a querer me mandar pro fim da fila.

A solução?

Simples, deixei eles andarem mais e fingi estar procurando alguém na fila, aí me livrei deles. Obviamente quem tava ali há duas horas ou mais, sabia quem tava na frente e atrás, então não me deixavam seguir, tentando me empurrar pra fora com o corpo. Na cara-de-pau, continuei me arrastando pelo canto e cheguei lá dentro. Agora, em pé de igualdade com todos, sem ter que ficar na defensiva em fila, andei sem o menor problema.

Pelos sotaques, percebi logo que a maioria das pessoas não era de Recife. Ao menos tive essa impressão. E um dos sotaques, inclusive, eu detesto. Não vou dizer de onde é por respeito aos que por ventura aqui freqüentem.

Lá no show, começa a banda. Um rock n' roll de verdade, hard rock sem frescura e direto ao ponto. Com direito a solo de bateria e muitas luzes. O público muito animado também, cantando e gritando bastante. Eu lá atrás sem encontrar ninguém conhecido até o final do show (só vi um cara que estudou lá na faculdade mas nem falei). Acabei fazendo amizade com uma menina bem simpática de Campina Grande-PB. Depois do show, fui pro carro sozinho e voltei dirigindo, sem beber nada por causa do receio que tive de fiscalização da polícia por lá. Tomei duas cocas só. E sabe de uma coisa? Foi bem melhor mesmo! E a cerveja era Nova Schin e a R$3,00! Tou fora!

No fim das contas, cheguei em casa muito feliz e sem a sensação de estar quebrado nem nada :)